O SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ

Por Menezes Neto      25/03/2019 07:08:59    
Todos os dias, devemos continuar pondo o nosso olhar na cruz como fonte de toda vitória. Na realidade, o mesmo significado da crucificação tem haver com algo que ocorreu no passado longínquo, mas que tem contínuos resultados e, com efeito, resultados que nunca terminarão.
Não nos referimos a levar Jesus de volta a cruz, tampouco nos referimos de nos pôr na cruz. De fato, Jesus está agora assentado à mão direita do pai, e em espírito, verdadeiramente estamos assentados com ele (  Ef 2.6; Hb 1.3). Referimo-nos ao crente que continua recebendo os benefícios da cruz, o qual receberá para sempre ( Hb 13.20). Podemos afirmar que a morte de Cristo na cruz foi:
O sacrifício voluntário
Jesus não foi obrigado a sacrificar-se. Ele fez tudo de livre vontade (Jo 10.17-18). A razão da espontaneidade do Senhor neste sentido é porque sabia ser este o único meio de libertar-nos. Pelo glorioso fim que se propusera, Jesus sofreu resolutamente as agruras da cruz a fim de dar-nos a vida eterna. Só o filho de Deus reunia condições para nos salvar. Devemos mostrar reconhecimento, porque ele não se poupou, antes deu o melhor de si para o êxito de tão sublime missão. Com o sacrifício voluntário, Jesus Cristo comprou para o Homem a vida eterna, a qual Deus “prometeu antes dos tempos eternos” (Tt 1.2). Que haveria um grupo de pessoas santificadas por este sacrifício, foi decretada “antes da fundação do mundo” (Ef 1.1-4).
O sacrifício substitutivo
Muitas vezes em seu ministério, Jesus referiu-se à necessidade da sua morte (Mc 9.12; Mt 26.31; Jo 17.1). O senhor ensinou aos seus discípulos para não considerarem a sua crucificação uma tragédia imprevista e triste, e sim, como o meio de redenção estabelecido por Deus (Mt 20: 28).
A Bíblia declara a condição pecadora de todos os homens (Rm 3.23). O homem não pode redimir a sua alma do castigo eterno ocasionado pelos seus pecados. Ainda que reunisse todo ouro e toda prata existentes no mundo, não conseguiria comprar sua redenção (Sl 49.8).
Todavia, Cristo comprou-nos por bom preço uma redenção, segundo as riquezas da sua graça (Ef 1.7; 1 Pe 1.19).
O sacrifício reconciliatório
Deus estabeleceu o plano da redenção aos homens, foi uma revelação do seu amor e do seu poder. O Senhor considera cada pecado um ato de rebeldia à sua palavra. Realmente, o pecado coloca o homem na condição de inimigo de Deus (Cl 1.12; Rm 5.10).
Pensando bem, veremos que Deus tem razão  havendo criado o mundo, Deus tinha todo o direito sobre ele. Entretanto, neste mundo entrou um “intruso”, o qual desviando o povo instigou-o a transgredir a palavra de Deus. Satanás tem por objetivo destruir a vida do ser humano.
Interessante notar que, quando há animosidade entre duas pessoas, regra geral, a mais fraca é que procura a paz para não ver arruinada. O homem é infinitamente inferior a Deus, no entanto, quem busca a reconciliação é Deus ( Is 1.18)
Ele não apenas nos convida a reconciliação, como também lançou as bases de uma paz firmada na justiça (Is 53.5). Possuindo um caráter justo e santo, Deus trouxe a punição pelos nossos pecados, e isto ele fez enviando o seu filho ao mundo para morrer por nós (2 Co 5.21). Todos os que foram reconciliados com Cristo, tem o privilégio de participar deste ministério, como embaixadores de Cristo, anunciando a palavra da reconciliação que nos foi entregue (2 Co 5.19-20).
O sacrifício remidor
A bíblia diz que Jesus veio ao mundo para comprar homens para Deus com o seu sangue (Ap 5.9). Foi no gólgota que se operou esta tão grande transação, a maior do universo. Cristo afirmou: “isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos para remissão de pecados (Mt 26.28). Em outro texto bíblico lemos que o Senhor declarou ter vindo ao mundo para dar a sua vida em resgate de muitos ( Mt 20.28). Paulo também afirma que a Igreja de Deus foi resgatada pelo sangue do Senhor (At 20.28).
Resgate é o preço pago para reaver aquilo que já foi nosso, espiritualmente, o homem pecador é um escravo, um endividado ( Jo 8.34; Rm 6.16,20; 2 Pe 2.19). No entanto, Jesus já deu o seu sangue na cruz do calvário, em preço da redenção, a fim de voltarmos a ser Dele. Nenhuma condenação mais terá lugar contra nós. Todos os direitos que satanás tinha sobre nós foram substituídos pelos direitos de posse que Jesus Cristo nos impõe (Cl 1.16). O Senhor Jesus Cristo é o redentor, e sua obra expiatória é descrita como redenção (1 Pe 1.18; Gl 3.13;4.5).
O sacrifício eficaz
O sacrifício de Cristo basta para anular todas as consequências dos nossos pecados (Hb 9.24-28). Não há necessidades hoje para se realizar sacrifícios envolvendo animais, pois estão em contradição com a Bíblia. Devemos confiar plenamente no eficaz sacrifício de Cristo e descansar em Jesus que nos redimiu (Mt 11. 28-30).
Qual a nossa posição em relação a cruz de Cristo? Paulo dela não se envergonhava, sua mensagem baseava-se na grande vitória alcançada por Cristo na cruz. Todo o êxito do seu ministério apostólico estava condicionado ao poder que emanava do lenho sacrificial. Foi ali que Cristo venceu o pecado, Satanás, a morte e o inferno. Foi pelo seu sangue derramado que nos deu uma nova vida e nos revelou o amor de Deus (Jo 3.16). Podemos dizer que, hoje somos libertos (Jo 8.32), Cristo nos deu a vitória, aleluia!
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Ismael Ferreira Silva é Evangelista na Assembleia de Deus em Caracol-Piauí, filiado a CEADEP e CGADB, Professor, Graduado em Teologia pela FATEH- Ma, Pós-Graduando em docência do ensino Superior e Filosofia pela FACEL, Bacharelando em Pedagogia na FAERPI, diretor do Centro preparatório para obreiros (CPPO), missionário na Assembleia de Deus no Assentamento Saco, Caracol-Pi.

 
 
         

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